Pedágio mais caro no Paraná: quem paga a conta é o motorista

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Reajuste aprovado pela ANTT encarece trecho estratégico da BR-277 e reacende debate sobre transparência e qualidade dos serviços

A partir do dia 28 de agosto de 2025, os motoristas que trafegam pela BR-277 entre Curitiba e o Litoral do Paraná terão um novo motivo para reclamar: o valor do pedágio na praça de São José dos Pinhais vai subir de R$ 22,60 para R$ 24,00 para carros de passeio, o que representa um reajuste de 6,1%.

A decisão foi oficializada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e beneficia a EPR Litoral Pioneiro S.A., empresa responsável por administrar trechos estratégicos das rodovias paranaenses. O argumento? O reajuste estaria baseado no Índice de Reajustamento Tarifário (IRT), que acompanha a inflação medida pelo IPCA — 7,52% no período considerado.

No entanto, o anúncio reacende discussões sobre a contrapartida oferecida ao usuário. Embora tecnicamente justificado, o reajuste chega em um momento em que a população ainda cobra melhorias significativas na infraestrutura, segurança e fluidez das vias pedagiadas. E mais: em pleno cenário de aumento do custo de vida, o novo valor impacta diretamente trabalhadores, turistas e transportadores que dependem da BR-277 — um dos principais corredores logísticos e turísticos do estado.

A questão central permanece: o reajuste é justo quando a percepção da população é de que os serviços entregues estão aquém do prometido? A promessa de um novo modelo de concessão, mais moderno e transparente, ainda não se traduziu em melhorias perceptíveis no dia a dia do motorista.

Enquanto isso, a conta continua sendo paga — em dia — por quem está do lado de cá da cancela.

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