Quando o choro vira estratégia, a tragédia vira marketing e o voto é tratado como aplauso.
A usina de tragédias da família Bolsonaro segue funcionando a pleno vapor, sem fiscalização e sem pudor. No palco, Michelle interpreta com dedicação o papel de carpideira-mor, distribuindo lágrimas em doses calculadas, como quem sabe exatamente quando a câmera está ligada. O roteiro é sempre o mesmo: vitimização em série, emoção plastificada e a velha aposta de que choro bem encenado ainda rende voto. É um dramalhão previsível, cansativo e ofensivo à inteligência de qualquer pessoa minimamente atenta. Chega desse reality show do sofrimento fabricado, desse “mi mi mi” elevado a projeto político. Até quando vão insistir nesse teatro mambembe achando que lágrima substitui caráter, proposta e responsabilidade?
Cláudio Ribeiro
Jornalista – Compositor