“Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro”, disse o presidente no ato público, o primeiro neste segundo turno eleitoral
No primeiro ato público neste segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta sexta-feira (9) uma multidão em Ceilândia, no Distrito Federal (DF).
Ao lado do candidato ao governo no DF Leandro Grass (PT) e a vice na chapa, Dora Gomes (PV), o presidente fez um discurso breve, mas contundente.
“Eu queria que vocês tivessem a certeza do seguinte: nós vamos ganhar essas eleições! Podem ficar certo que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo! Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas da Covid-19!”, discursa Lula de cima do carro som.
O presidente ainda citou o escândalo do Banco Mater e seus efeitos no Banco de Brasília (BRB).
“Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro. Esse país não será governado por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB”, acrescenta o presidente.
Por causa do rombo no banco, atribuído à administração do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e à atual da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), Lula pediu votos na para Grass e Dora.
O presidente também ressaltou a questão da soberania. “De um lado estão aqueles que amam a bandeira verde e amarela do Brasil. Do outro, estão os que amam a bandeira americana. Essa é a bandeira [em mãos] daqueles que querem um Brasil soberano”, diz Lula.
O presidente afirmou que os adversários querem que os norte-americanos venham explorar as riquezas do nosso país. “O Brasil e a riqueza são do povo brasileiro”, discursa.
Quanto à disputa do segundo turno, Lula lembrou que haverá muito debate na televisão e na internet para conquistar os votos necessários à sua reeleição.
“Eu agora estou virando o Rei da Selfie. Sou agora internauta, podem se preparar. Bora Lula, Bora Grass, Bora Dora e Bora Brasil. Um beijo no coração de vocês gente”, despediu-se.