Vitória dos Servidores do CISLIPA na Justiça Reacende Crise no SAMU do Litoral do Paraná

Gostou deste conteúdo? Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Imprimir
Email


Após suspensão de reajustes por decisão judicial, trabalhadores conquistam liminar que garante salários corrigidos e vale-alimentação; ambulâncias continuam fora de operação em Pontal e Matinhos


Crise no SAMU: Funcionários do CISLIPA têm vitória na Justiça que determina pagamento de salários reajustados e vale-alimentação

Foram 12 dias de embates judiciais, idas e vindas nas decisões e queda de braço entre servidores, consórcio e prefeituras que culminaram, na noite do último sábado (26), em uma importante vitória para os trabalhadores da saúde do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA). A Justiça do Trabalho concedeu liminar favorável que garante a manutenção dos reajustes salariais e do vale-alimentação no valor de R$ 1.500 para os servidores celetistas da instituição — deixando de fora apenas os cargos comissionados.

A ação, movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Litoral do Paraná (SINDEESP), veio após a Prefeitura de Pontal do Paraná conseguir, no dia 14 de abril, uma decisão que anulava a assembleia responsável pela aprovação dos benefícios. A resposta dos trabalhadores foi imediata: convocaram nova assembleia, declararam estado de greve e judicializaram novamente a questão.

“O estado de greve foi aprovado e a notificação enviada ao consórcio. Entramos com a ação e tivemos a liminar deferida horas depois. Foi uma conquista importante para os trabalhadores efetivos”, comemorou Jaime Viana, presidente do SINDEESP.

A decisão liminar, assinada pelo juiz Marlos Augusto Melek, estabelece multa de até R$ 300 mil por descumprimento e dá ao CISLIPA um prazo de cinco dias úteis para se manifestar. A medida, no entanto, ainda pode ser contestada pelas prefeituras envolvidas.

Enquanto a tensão jurídica persiste, a crise se agrava no atendimento de urgência e emergência. Desde sexta-feira (25), as cidades de Pontal do Paraná e Matinhos estão sem ambulâncias do SAMU. Segundo o CISLIPA, os veículos — que pertencem ao município de Paranaguá — foram retirados por apresentarem falhas mecânicas, e não por represálias judiciais, como insinuado por alguns setores.

O sindicato também negou qualquer ligação entre o estado de greve e a paralisação dos serviços. “A decisão foi técnica e preventiva. Não há relação com o movimento grevista”, afirmou o SINDEESP.

Em nota, o CISLIPA reforçou seu compromisso com os trabalhadores e com a irredutibilidade dos salários, destacando que os reajustes foram planejados para gerar economia ao consórcio e substituir o pagamento excessivo de horas extras. A Prefeitura de Pontal do Paraná, por sua vez, afirmou que ainda não foi formalmente comunicada da nova decisão judicial e só se pronunciará oficialmente após acesso ao processo.

O cenário continua indefinido, com risco de paralisação total dos serviços se a decisão for revertida. Enquanto isso, pacientes em situação de emergência nas cidades afetadas seguem sem ambulâncias, aguardando a normalização dos serviços.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *