Telemedicina em Pontal do Paraná: A farsa mantida pela Prefeitura

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Enquanto a população acredita que o serviço segue funcionando, a verdade é que a telemedicina foi silenciosamente suspensa — mas continua sendo divulgada como se existisse


A Prefeitura de Pontal do Paraná segue anunciando com orgulho, em seus canais oficiais, um serviço que simplesmente não existe mais: a telemedicina. O atendimento médico remoto, que chegou a ser implementado com pompa e circunstância, sumiu sem deixar rastro — e, mais grave, sem qualquer explicação à população.

Apesar da ausência total de agendamentos, da inoperância dos canais de acesso e da falta de profissionais disponíveis para atendimento, o serviço segue listado como ativo no site da prefeitura, redes sociais e demais plataformas institucionais. É como se o governo municipal fizesse de conta que tudo continua funcionando normalmente — uma encenação perigosa, que beira o estelionato institucional.

Moradores que tentam acessar o serviço se deparam com um labirinto vazio: números que não atendem, formulários que não existem e nenhuma resposta. Nem mesmo uma nota oficial foi emitida para comunicar a suspensão. O silêncio é a única resposta oferecida a quem precisa de atendimento.

A telemedicina foi, de fato, uma iniciativa importante. Atendia principalmente quem tem dificuldades de locomoção, idosos, trabalhadores em horários incompatíveis com os postos físicos, moradores das ilhas e comunidades mais distantes. Era um passo rumo à modernização da saúde municipal — e a retirada silenciosa desse serviço é um retrocesso cruel, agravado pela falta de transparência.

A pergunta que fica é direta e desconfortável: por que a prefeitura continua vendendo um serviço que não presta mais? Há má gestão? Há intenção de enganar? Ou simplesmente não há respeito pelo cidadão?

O caso da telemedicina em Pontal do Paraná expõe mais que um problema de saúde pública — revela uma prática de maquiagem institucional, onde a aparência vale mais que a verdade. Enquanto isso, quem precisa de atendimento médico fica desamparado, refém de uma propaganda que não se sustenta diante da realidade.

É hora de parar de fingir que está tudo funcionando. A população merece respostas. E, acima de tudo, merece respeito.

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