Diretora do Procon-PR, Cláudia Silvano, alerta para os riscos de fraudes e orienta consumidores sobre como se proteger ao usar cartões contactless
O uso de cartões por aproximação se tornou rotina para milhões de brasileiros. A tecnologia, que permite pagamentos sem a necessidade de inserir o cartão na maquininha nem digitar a senha em valores até determinado limite, tem sido amplamente adotada por sua praticidade e rapidez. No entanto, esse conforto pode esconder armadilhas perigosas.
A advogada Cláudia Silvano, diretora do Procon do Paraná, chamou a atenção para os riscos dessa modalidade em um vídeo divulgado pelo Portal Sol Maior. Segundo ela, consumidores devem estar atentos ao fato de que, embora o cartão por aproximação (contactless) seja prático, ele também facilita golpes e transações não autorizadas.
“A maior vulnerabilidade está no fato de que, com um simples toque, o valor é debitado — sem senha, sem verificação. Se o cartão for perdido ou furtado, qualquer pessoa pode usá-lo até o limite de transações permitido, o que pode causar prejuízos significativos”, explicou Cláudia.
Além disso, há relatos de criminosos que se aproveitam de multidões para usar maquininhas próximas a bolsas e bolsos, realizando cobranças sem que a vítima perceba. Embora as instituições financeiras normalmente ressarçam o consumidor em casos comprovados de fraude, o processo pode ser demorado e nem sempre é simples.
Dicas de segurança
Cláudia Silvano e o Procon-PR orientam os consumidores a:
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Ativar notificações no celular para acompanhar em tempo real as transações realizadas;
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Limitar ou desativar a função de aproximação nos aplicativos dos bancos, especialmente se não for utilizada com frequência;
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Guardar o cartão em carteiras com proteção RFID, que bloqueiam sinais de leitura;
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Ficar atento ao extrato bancário e comunicar imediatamente o banco sobre qualquer transação suspeita.
“O consumidor tem direitos, mas também precisa exercer sua vigilância. A tecnologia é uma aliada, mas o cuidado nunca pode ser dispensado”, conclui Cláudia.
O Procon-PR reforça que, em caso de cobrança indevida, o consumidor deve procurar o banco e, se necessário, registrar uma reclamação no próprio Procon para garantir seus direitos.