SAMU do Litoral será regulado de Curitiba a partir de outubro

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Especialistas e moradores temem atrasos no socorro com o fim da Central de Regulação em Paranaguá

A partir de 1º de outubro, o atendimento de urgência e emergência no Litoral do Paraná passará por uma mudança significativa: a Central de Regulação do SAMU em Paranaguá será desativada, e toda a coordenação das chamadas do 192 ficará sob responsabilidade de Curitiba.

A decisão, oficializada pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), foi acatada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA), mesmo após resistência inicial. O argumento central é a redução de custos e a padronização do atendimento. O movimento ganhou força com o apoio dos prefeitos de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba, que pressionaram pela alteração.

Perda da agilidade local

Atualmente, as chamadas no Litoral são atendidas por profissionais que conhecem a geografia e as peculiaridades da região, garantindo uma resposta até 19 minutos mais rápida que a média estadual. Esse diferencial pode ser comprometido quando o atendimento for transferido para Curitiba.

Comunidades em áreas remotas ou informais, como o bairro “Rio da Vaca”, em Paranaguá, ou regiões insulares sem endereços formais, dependem do conhecimento local para que as ambulâncias encontrem rapidamente o paciente. A ausência dessa experiência direta preocupa moradores e socorristas.

Outro ponto sensível é a tecnologia utilizada na atual central do Litoral. O sistema VoIP com geolocalização de até 3 metros de precisão ajuda a localizar chamados em locais sem sinal telefônico estável. Essa ferramenta não está disponível na capital.

Decisão política e riscos na temporada

Para a SESA, a centralização busca mitigar falhas de comunicação que ocorrem periodicamente. Porém, especialistas alertam que a medida pode ter efeito contrário, especialmente durante a alta temporada, quando a população do Litoral cresce exponencialmente com a chegada de turistas.

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