Ministra destaca avanços do governo Lula, rejeita anistia a golpistas e aponta Requião Filho como alternativa progressista para o Paraná
Durante o Encontro Caiçara, realizado neste sábado (31), em Paranaguá, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu a democracia, ressaltou os avanços do governo do presidente Lula e afirmou que a reeleição em 2026 é uma tarefa estratégica da militância. O evento contou com a presença de dirigentes regionais do PCdoB, PT e PDT, o ex governador Roberto Requião, além de lideranças populares e movimentos sociais.
Em sua fala, Gleisi destacou a resistência do campo progressista nos momentos mais difíceis e creditou à mobilização da base social a vitória eleitoral de Lula. “Quando muitos diziam que Lula não voltaria a subir a rampa do Planalto, vocês foram à luta. Fizemos alianças, mas sem a resistência de quem está aqui hoje, não teríamos conseguido”, afirmou.
A ministra ressaltou que a eleição de Lula foi fundamental para a retomada de direitos sociais e para conter uma escalada autoritária no país. Entre os avanços do atual governo, citou a política de valorização do salário mínimo, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, a geração de empregos, o enfrentamento ao crime organizado e aos interesses do mercado financeiro, além da retomada da Petrobras e da redução do preço dos combustíveis.
Gleisi também abordou o julgamento dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado e defendeu a manutenção das punições. “O Brasil é marcado por golpes. Defender a democracia é uma tarefa permanente. Não pode haver anistia”, declarou.
Ao tratar do cenário eleitoral, afirmou que a disputa de 2026 terá dimensão histórica para o Brasil e para a América Latina. “Não temos o direito de permitir o retorno da extrema-direita ao poder”, disse, convocando a militância a intensificar a organização política. “É um dever cívico. Temos que arregaçar as mangas.”
No plano estadual, a ministra defendeu a construção de uma alternativa progressista para o Paraná e citou Requião Filho como um projeto para 2026. Ao relembrar o legado do ex-governador Roberto Requião, destacou o compromisso com trabalhadores e o desenvolvimento social. “O Paraná precisa se desenvolver para a maioria, com democracia, debate e cultura. Esse é um projeto coletivo”, afirmou.
Encerrando sua participação, Gleisi defendeu uma disputa política baseada na verdade e no compromisso com o povo. “É possível fazer política sem ódio e sem violência”, disse, exaltando a resistência popular.
O encontro aconteceu na Associação de Cultura Popular Mandicuera e reuniu parlamentares, lideranças culturais e representantes de movimentos sociais.

Amlipa
Ainda em Paranaguá, Gleisi Hoffmann participou de reunião da Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa), ao lado do diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri. Estiveram presentes prefeitos, vice-prefeitos e lideranças regionais, entre eles Rudão Gimenes (Pontal do Paraná), Rozane Osaki (Antonina), Evani Justus (Guaratuba) e representantes de Matinhos. Requião Filho também participou do encontro.
“Reafirmamos o compromisso da Itaipu e do governo do presidente Lula com o desenvolvimento dos municípios do Litoral. Investir nos municípios é fortalecer políticas públicas que transformam a realidade local e melhoram a qualidade de vida da população”, destacou a ministra.