Decisão do Executivo atinge aliados na Alep e expõe tensão após mudança de postura da bancada
As movimentações recentes do Partido Liberal (PL) e do Partido Novo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ganharam um novo capítulo com a decisão do governo estadual de exonerar servidores ligados a deputados das duas legendas. A medida, assinada pelo governador Ratinho Junior (PSD), foi publicada no Diário Oficial na noite de terça-feira (7) e, segundo apuração do Portal Sol Maior, é interpretada nos bastidores como uma resposta direta à reorganização política das siglas.
De acordo com fontes da própria Assembleia, a tendência é que novas exonerações ocorram nos próximos dias, ampliando o impacto da decisão e elevando a tensão no ambiente legislativo estadual. A iniciativa do Executivo atinge diretamente indicações políticas de parlamentares, prática comum em estruturas administrativas, e reduz a influência prática das bancadas afetadas.
O episódio ocorre logo após PL e Novo anunciarem a unificação de suas bancadas na Alep. Com isso, o novo bloco passou a contar com 14 parlamentares, tornando-se o segundo maior da Casa, atrás apenas do PSD, partido do governador, que soma 19 deputados estaduais.
A mudança de configuração política foi acompanhada por uma alteração no posicionamento do grupo. Na segunda-feira (6), o presidente estadual do PL, Filipe Barros, declarou que a bancada passaria a adotar uma postura independente. Até então, o partido integrava a base de apoio ao governo desde o início da atual gestão.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que a decisão do governo estadual sinaliza uma reação à perda de alinhamento automático dentro da Assembleia. A nova postura do bloco formado por PL e Novo altera o equilíbrio político da Casa e pode influenciar votações futuras, especialmente em pautas de interesse do Executivo.
O cenário político na Alep se intensifica com disputas e negociações acirradas entre os poderes. Nos bastidores, comenta-se que Sergio Moro sai claramente enfraquecido para a corrida ao governo do estado após a perda de cargos estratégicos, comprometendo sua influência e abrindo espaço para adversários.