A Polícia Federal intimou Flávio Bolsonaro (PL) a entregar seus passaportes, comum e diplomático, em até 24 horas. A intimação segue determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A decisão de Moraes também proíbe Flávio de se comunicar com Willer Tomaz. O ministro é relator do processo em que o senador e seu amigo são investigados por lavagem de dinheiro. A PF aponta que Flávio e o advogado dividiam uma conta no banco Santander. Tomaz foi alvo de busca e apreensão em agosto por suspeita de lavar dinheiro desviado de aposentadorias.
Em vídeo publicado nas redes sociais hoje, Flávio disse que a intimação ocorreu após visitar seu pai, Jair Bolsonaro. “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou na gravação
O ex-deputado federal e irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro (PL), sugeriu a saída do senador do Brasil durante entrevista no programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder. Na sexta-feira, Moraes já havia determinado o cancelamento do passaporte de Tomaz.
Como Willer já está fora do país, a decisão sobre o cancelamento do passaporte só terá efeito quando ele voltar ao território brasileiro. As defesas do advogado e de Flávio Bolsonaro negam as acusações.